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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pára-raios

O pára-raios é um aparelho de protecção, destinado a fazer o escoamento das correntes de elevada tensão, provenientes de uma descarga atmosférica, protegendo assim as instalações, tanto de luz como de força, evitando que sejam queimadas.

No caso de trovoadas, todas as secções de luzes devem ser ligadas com o fim de facilitar o escoamento da corrente para a terra sem passagem pelos motores. Este procedimento conduz ao benefício do circuito dos motores.


O Prof. Manuel Vaz Guedes, docente da FEUP, no seu artigo de História – Pára-raios, Publicado na revista ELECTRICIDADE, nº 366, pp. 120 – 121, Maio de 1999:

“A utilização do pára-raios foi-se disseminando, embora envolvida em polémica. Só um número restrito de pessoas tinha conhecimentos de Electricidade que lhe permitissem compreender as vantagens da aplicação de um pára-raios; por isso, foi grande a relutância do cidadão comum em aceitar que fosse colocado um pára-raios numa casa vizinha à sua, o que criou trabalho para os tribunais. Em torno da expressão sincera de uma fé religiosa, tinham-se desenvolvido crendices sobre a influência do som dos sinos na evolução da trovoada: o som dos sinos (objectos consagrados) afastava a trovoada (manifestação diabólica). Embora esta superstição tivesse custado a vida a alguns sineiros em momentos de trovoada, o costume estava arreigado na vida social da época, e, por isso, alguns membros da Igreja estavam entre os que, servindo-se de maldições, de anátemas e de distorcidas interpretações das Escrituras, se opunham à utilização dos pára-raios”.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Trólei


O trólei é uma vara (haste) metálica, constituída por várias secções cilíndricas, uma base e uma roldana. Por intermédio de um conjunto de molas, na base, a roldana é encostada à linha (fio de trólei) aérea sob determinada pressão. Os carros eléctricos com Bogies têm dois tróleis devido ao seu comprimento.


A cabeça de captação de corrente é composta por uma roda com um ponto de lubrificação que gira em torno de um eixo, que por sua vez se encontra ajustado e fixo a uma forqueta. Esta forqueta está ligada a uma vara giratória em torno de uma base que é formada por um conjunto de molas de forma a pressionar a roda sobre o fio de trólei.

A base é isolada electricamente nos pontos de fixação ao tejadilho da carroçaria do Carro Eléctrico. A manobra de colocação da vara de trólei no fio é executada por intermédio de uma corda que é recolhida num sarilho.

Em vários locais da rede é frequente a vara saltar, devido à ausência de um valor de ensaio de pressão sobre a mesma, a falta de alinhamento do fio de trólei e acessórios (cruzamentos, agulhas, etc.), assim como a ligeira rotação da forqueta devido às sucessivas inversões de marcha com a troca de posição da vara, provocando torção e deficiente ajuste com o fio de trólei.

Este mau funcionamento provoca um desgaste prematuro do fio de trólei e forte degradação da cabeça de captação de corrente com a indisponibilidade do equipamento. Qualquer órgão deve funcionar em condições que proporcionem a maior eficácia, economia dos meios e segurança, executando a função requerida.